quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Resumo : Livro Quinto - Emílio ou da Educação


De inicio, o autor já ponta as diferenças e semelhanças existentes entre o homem e a mulher, onde aponta como maior semelhança a parte física. Sendo que o é comum é da espécie e o que tem de diferente é do sexo. E essas diferenças influem em tudo com relação a moral de cada sexo e sua educação. A principal diferença apontada demonstra que o objetivo de ambos é comum, mas que as maneiras de atingirem estes objetivos são diferenciadas. O homem é o ativo e o forte e a mulher é o passivo e o fraco. Assim, necessitando que um possa e queira e que o outro possa e resista um pouco.
A partir desta diferença se impõe que a mulher é feita especialmente para agradar ao homem e o homem agrada pelo simples fato de ser forte. Então, a mulher deve tornar-se um ser agradável ao homem. Escravizando-o por meio de sua decência e do seu pudor e pela sua facilidade de impressionar os sentidos dos homens. O Ser supremo ainda quanto a espécie humana diz, segundo o autor, que ao homem foram dada liberdade sem medida e paixões imoderadas com a razão para o governar. E a mulher, desejos ilimitados, e o pudor para contê-los.
A lei invariável da natureza, segundo o autor, dá a mulher maior facilidade de excitar o homem, o que o deixa a mercê da boa vontade desta, o levando a agrada-la. E assim, surge a duvida de que é a fraqueza que cede à força ou se é a vontade que se rende. Demonstrando desta forma, qualidades ou talvez defeitos maliciosos, como a delicadeza que é usada como desculpa ao direito de serem fracas.
Então, em caso de violência na cidade , a vítima e o sedutor são punidos e caso ocorrido no campo, somente o sedutor é punido. Esta situação, ocorre de acordo com o principio de domínio feminino defendido pelo autor.
Ainda é retratado pelo autor, que a desigualdade entre os sexos é obra da razão, e sendo assim, a cada um é dado deveres. E abordando a infidelidade, aponta ainda que o homem ao ser infiel priva a mulher de seus deveres como mulher. Já a mulher ao ser infiel rompe a familia e os laços da natureza. Não adianta a mulher ser , esta deve ser julgada pelo marido, pelos próximos , por todos. Importa que seja modesta, atenta, reservada, virtuosa, cuidadosa com sua conduta e atitudes, honesta e dócil. Ainda tendo como deveres cuidar da aparência, saúde e reputação
Depois, desta breve diferenciação entre homens e mulheres, concluí-se que ambos não podem ter a mesma educação. As mulheres devem ter direito a conhecer muitas coisas, porém apenas as que convém saber.
Ainda é apontado no inicio do livro quinto que ocorre uma maior dependência da mulher para com o homem, logo que o homem depende das mulheres por seus desejos e as mulher es por seus desejos e suas necessidades e precisam que estes as estimem dignas disto. Não bastam ser belas, é preciso que agradem e sejam reconhecidas por suas virtudes. A educação destinada a mulher é sobretudo referente ao homem sendo ela mãe , filha ou esposa, logo que suas vidas são pautadas levando-se em consideração agrada-los.
A mulher sente a necessidade de agradar e desta necessidade deve-se pautar uma educação apropriada. A educação masculina tem como objetivo o desenvolvimento das forças e a feminina a sedução. As jovens têm uma preferência por utensílios que servem de adornos, como espelhos, jóias e bonecas. Principalmente a boneca, pois nesta se encontra a arte de agradar e espelhar o seu coquetismo. Assim , deve-se desprende-las de seus vícios e divertimentos para dar lugar a seus deveres como meninas. Deve-se, ainda prevê uma educação que acabem com a utilidade de adornos como recompensa ou então como essencial a beleza feminina, pois espera-se que esta se apresente natural usando do adorno apenas como suplemento.
Além, de citar como vicio e defeito este apego exacerbado por adornos, ainda é citado ao longo do texto alguns defeitos femininos, como: ociosidade, indolência, frivolidade, inconstâncias. E para que exista uma mulher honesta é preciso um combate perpétuo contra si mesma diante destes defeitos e predisposições.
Ainda, segundo a perspectiva do autor, não se deve prender jovens apenas ao aprendizado da religião, mas sim, lhes proporcionar o estudo das artes como a dança e canto, como artifícios a serem utilizados para agradar o seu marido.
  • Dogmas:
Se nossos dogmas são da mesma verdade, nem por isso todos são da mesma importância. É indiferente à glória de Deus que ela nos seja conhecida em todas as coisas; mas importa à sociedade humana e a cada um de seus membros que todo homem conheça e cumpra os deveres que lhe impõe a lei de Deus para com o próximo e para consigo mesmo. Eis o que devemos incessantemente ensinar uns aos outros, eis principalmente o que os pais e as mães são obrigados a ensinar a seus filhos.
  • Artimanhas do coquetismo
Exigem discernimento e o coquete depressa pode fazer com que desagradem os outros.
  • Ciências das mulheres
Presença de espírito, a penetração, as observações sutis.As habilidades de utilizá-las é o seu talento.
  • Habilidade
O dom das mulheres peculiar é a habilidade e não a falsidade. (mesmo mentindo as mulheres não são falsas)
  • Educação familiar
  • Sofia
Sofia foi educada seguindo o seu gosto mais do que o contrariando. É bem nascida, tem o temperamento naturalmente bom; tem o coração muito sensível e essa extrema sensibilidade dá-lhe por vezes uma atividade de imaginação difícil de ser moderada.
Sofia não é bela mais perto dela os homens esquecem as mulheres belas e estas sentem-se descontentes consigo mesmas.
Sofia dedicou-se a cortar e costurar, fazer renda e também tarefas do lar.
Ela tem religião, mas uma religião baseada na devoção. Ou melhor, não conhecendo como prática essencial senão a moral ela dedica sua vida inteira a servir Deus fazendo o bem.
Está instruída dos deveres e direitos do seu sexo e dos homens. Pensa, em um homem honesto, no homem de mérito,sente que é feita para esse homem, e que pode devolver-lhe a felicidade que receber dele; sente que saberá reconhecê-lo; trata-se apenas de encontrá-lo.
Rousseau ao invés de destinar desde a infância uma esposa a Emílio, esperou conhecer a que lhe convém. Dizendo que não é ele quem estabelece, e sim sua natureza; sua tarefa consiste em descobrir a escolha que ela fez. Segundo ele sua tarefa, e não a do pai, pois, ele lhe confiando seu filho, substitui seu direito ao dele; Rousseau que é o verdadeiro pai de Emílio, e foi ele quem o fez homem. Teria recusado educá-lo sem o direito de casar segundo sua escolha. Só o prazer de fazer um homem feliz pode pagar o que custa para pô-lo em condições de o ser.
Ele não esperou para encontrar a esposa de Emílio. Simulou uma procura como pretexto para fazê-lo conhecer as mulheres, a fim de que sinta o valor da que lhe convém. Sofia já se achava encontrada.
Como a família só se prende à sociedade pelo seu chefe, é a condição desse chefe que regula a da família toda. Quando ele se casa num nível mais baixo, não desce, eleva a esposa; ao contrário, quando o faz em nível mais alto, ele a abaixa sem se elevar. Assim, no primeiro caso, há bem sem mal e, no segundo, mal sem bem. Demais, está na ordem da natureza que a mulher obedeça ao homem. Ele fala sobre a diferença entre se arrogar o direito de mandar e governar quem manda. O império da mulher é um império de doçura, de habilidade e de complacência; suas ordens são carinhos, suas ameaças são lágrimas. Ela deve reinar na casa como um ministro de Estado, fazendo com que comandem o que quer fazer. Neste sentido os lares mais felizes são em geral aqueles em que a mulher tem mais autoridade: mas quando ela despreza a voz do chefe, quando quer usurpar os direitos dele e mandar sozinha, o que resulta da desordem é miséria, é escândalo, é desonra.
O homem não pensa naturalmente. Pensar é uma arte que se aprende como todas as outras, e até mais dificilmente. Só conheço para os dois sexos duas classes distintas: uma das pessoas que pensam, outra das que não pensam; e essa diferença vem unicamente da educação. Não convém portanto, a um homem que tem educação, tomar uma mulher que não tem, nem, por conseguinte, numa classe em que não a têm, pois como uma mulher que não tem o hábito de refletir educará seus filhos? Como poderá discernir o que lhes convém? Como os inclinará para as virtudes que não conhece?
Uma mulher assim é o flagelo do marido, dos filhos, dos amigos, dos criados, de todo mundo. Do alto de seu gênio, ela desdenha todos os seus deveres de mulher, e começa sempre por se fazer homem à maneira de Mlle de PEnclos. Fora de casa ela é sempre ridícula e muito criticada, pois não se pode deixar de sê-lo quando se sai de sua condição e não se é feito para a que se quer ter.
Taís são as reflexões que pesaram na escolha de Sofia. Aluna da natureza como Emílio, ela é feita para ele mais do que qualquer outra; ela será a mulher do homem. É sua igual pelo nascimento e o mérito, inferior pela fortuna. Não encanta à primeira vista mas agrada sempre e sempre mais. Seu maior encanto se exerce aos poucos; não se desenvolve senão na intimidade das relações e seu marido o sentirá mais do que ninguém no mundo. Sua educação não é nem brilhante nem negligente; tem gosto sem estudo, talentos sem arte, bom senso sem conhecimentos. Seu espírito não sabe, mas é cultivado para aprender; é uma terra bem preparada e que só espera a semente para produzir.
Um dia, eles se perderam pelos vales e pelas montanhas, não conseguiram encontrar o caminho de volta. Quando já estavam famintos, encontraram um camponês que os levou para a sua cabana. Esse mesmo camponês diz pra eles que do outro lado da colina eles seriam melhor recebidos, já que tem famílias ricas que moram por lá. Chegando lá, eles são recebidos por uma família, que lhes oferecem um quarto para dormirem. Na mesa de jantar Emílio se surpreende com uma moça, Sofia , pela qual ele se apaixona.
Emílio se apaixona por Sofia, por ela ser amável e virtuosa e passa por um obstáculo que é à distância, pois Emílio reside a duas grandes léguas dela,
As primeiras vezes o professor e Emilio foram a cavalo visitá-la e o cavalo do Emilio por ser livre corria dando muito trabalho ao seu amigo para que o trouxesse novamente Sofia vendo aquela situação contou para Emilio que ficou bastante envergonhado, então o seu amigo disse para que deixassem o cavalo com os criados, mas Emilio diz que é melhor ir á pé, e suas viagens demoravam mais do que o tempo que tinha para ficar com ela. Nos dias que Emilio não a vê ele não fica ocioso, gosta de andar pelos campos visitar pessoas ajudar as pessoas que precisam e sofrem de fome, Emilio trata a dor dos camponeses doentes, ou seja, ele não deixa de ser Emilio.
Emilio e seu amigo vão trabalhar em uma oficina e lá recebem a visita de Sofia e de sua mãe, Sofia curiosa meche em ferramentas e percorre a loja inteira e observando ferramentas e objetos, já sua mãe observando-o trabalhar pergunta ao senhor para qual ele trabalha quanto eles recebem e o senhor responde que é mínimo o dinheiro que basta para eles se alimentarem e fala também que se Emilio quisesse ganhar muito mais ganharia, pois trabalha muito melhor do que os outros funcionários que trabalham por ali, e a mulher emocionada com o pouco que ele ganha beija Emilio com orgulho e diz Óh meu filho!!
Um dia Emilio fora visitar Sofia ela não queria que ele chegasse adiantado e nem atrasado, pois seria o mesmo que negligenciá-la e isso não seria nada bom e naquele dia os familiares de Sofia ficaram o esperando durante uma tarde inteira e seu pai mandou que o mensageiro fosse atrás para buscar notícias estavam todos preocupados pensando que tinha acontecido alguma desgraça. Sofia já tinha chorado e se lamentado muito por ele ainda não ter chegado. Até que o mensageiro retorna e diz que esta tudo bem, pouco depois Emilio chega e as lágrimas de Sofia se transformam em lágrimas de raiva e Emilio ate fica sem graça de falar com ela o pai estava muito irritado e a mãe de Sofia os recebeu com frieza,Emilio tenta se explicar mas Sofia não da chance a ele e então seu amigo segura as mãos de Sofia e explica que eles saíram de lá cedo porém no meio da viagem haviam pessoas que necessitavam da ajuda deles e eles com muita bondade pararam para oferecer auxilio então Sofia o beija e depois corre para os braços da mãe, e  com essa explicação Sofia ficara muito envergonhada e o pai de Sofia bate palmas e o parabeniza pelo que ele vez pelos que precisavam de auxilio depois todos ficaram bem alegres e Sofia queria visitar e ajudar também essas pessoas e então Emilio levou Sofia ate eles assim chegando Sofia os ajudou bastante com muito amor e Emilio e Sofia ainda batizaram uma criança que acabara de nascer.
Certa manhã que fazia dois dias que Emilio e Sofia não se viam o amigo professor entra com uma carta na mão olha com firmeza para Emilio de diz: o que iria fazer se eu chegasse com o comunicado de que Sofia tivesse morrido? e Emilio responde com os olhos cheios de cólera e nervoso: não sei mas talvez nunca mais viria quem me deu essa noticia.Então o amigo pede para que ele se acalme e fala que Sofia permanece muito bem, e começa a lhe falar para se separar de Sofia e comenta que não é bom ter apego a nada pois nada é eterno e fala para Emilio que tem que aprender a perder o que pode ser tirado, e assim não sofrerá tanto. O professor também comenta que Sofia só tem dezoito anos, e não tem um corpo bem formado para ter uma criança o que teria uma mulher com o corpo em formação oferecer a criança que viria, e então Emilio  depois de pensar um pouco aceita a ir viajar e deixar Sofia e seu amigo diz que Sofia iria suportar ficar longe dele então o professor tranqüiliza Sofia e o seus familiares e na despedida Sofia permanece imóvel não abraça Emilio e não fala nada fica quieta.
Das Viagens
Rousseau faz uma crítica a ciência sobre os livros diz que os jovem mas lêem do que viajam e quando viajam não viajam para observar e costumam a ficar presos no que o autor do livro comentou em seu livro e esquecem que alguns autores colocam seu preconceito no livro, ele comenta que já lera alguns livros e quando foi visitar um lugar apenas um livro o convenceu de que tinha mesma idéia do mesmo povo e a partir daí ele começou a viajar e parar de se instruir por meio da leitura.
Ele diz que não basta apenas viajar tem que saber viajar saber observar e não é viajando o mundo que saberá tudo, pois tem que pessoas que viajam pouco mais saber aproveitar aprender se instruir e observar através das pequenas viagens, que não tenham algum interesse.
Rousseau dá continuidade ao livro falando sobre o direito político; e o único moderno capaz de criar esta ciência, que para ele é inútil, fora Montesquieu. Ele faz uma crítica a essa questão, falando também de um contrato social em que a sociedade civil se baseia. Essa noção de contrato traz implícito que as pessoas abrem mão de certos direitos para um governo ou outra autoridade, a fim de obter as vantagens da ordem social. Nesse prisma, o contrato social seria um acordo entre os membros da sociedade, pelo qual reconhecem a autoridade, igualmente sobre todos, de um conjunto de regras, de um regime político ou de um governante. A soberania do poder, deve estar nas mãos do povo, por meio do corpo político dos cidadãos. Os seres humanos estão na sociedade, são a sociedade porque estão ligados por um pacto, um contrato que aos poucos vai crescendo no meio social de forma grande e correlata cheio de princípios e deveres a serem cumpridos e estão conservados não apenas de forma particular, na individualidade mais de forma coletiva onde todos os cidadãos tenham direitos e deveres iguais sem nenhuma distinção.

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